Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

CLAMOR

 

Ouvi o vento de Olivença

Vibrar na voz veloz do vendaval:

- Vem libertar-me sem detença,

A minha pátria é Portugal!

 

Ouvi a água de Olivença

Retida nos espelhos de cristal:

- Vem libertar-me sem detença,

A minha pátria é Portugal!

 

Ouvi uma ave de Olivença

Aos ais em cada nota gorjeal:

- Vem libertar-me sem detença,

A minha pátria é Portugal!

 

Ouvi a pedra de Olivença

Na sombra oculta pela cal:

- Vem libertar-me sem detença,

A minha pátria é Portugal!

 

Ouvi a alma de Olivença

Cativa do silêncio sepulcral:

- Antes que o tempo me convença,

Vem libertar-me sem detença,

A minha pátria é Portugal!

 

ANTÓNIO COUTO VIANA

 

publicado por Eu às 22:31
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