Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

PRECE

Talvez que eu morra na praia,

Cercado, em pérfido banho,

Por toda a espuma da praia,

Como um pastor que desmaia

No meio do seu rebanho...

 

Talvez que eu morra na rua

- Ínvia por mim de repente -

Em noite fria, sem Lua,

Irmão das pedras da rua

Pisadas por toda  gente!

 

Talvez que eu morra entre grades,

No meio duma prisão

E que o mundo, além das grades,

Venha esquecer as saudades

Que roem meu coração.

 

Talvez que eu morra dum tiro,

Castigo de algum desejo.

E que, à mercê desse tiro,

O meu último suspiro

Seja o meu primeiro beijo...

 

Talvez  que eu morra no leito,

Onde a morte é natural,

As mãos em cruz sobre o peito...

Da mão de Deus tudo aceito.

- Mas que eu morra em Portugal!

 

PEDRO HOMEM DE MELLO

publicado por Eu às 22:37
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